Não sou muito velha mas, como dizia a outra, sou do tempo em que dizíamos "Bom-dia!", ajudavamos quem caía, levavamos as coisas pesadas aos mais frágeis, davamos o nosso lugar aos velhinhos e às grávidas e... o olhar repreensivo do nosso pai valia por mil palavras.
Hoje assistimos a imperadores de palmo e meio que ditam o sim e o não que lhes convém. Não é um, nem dois mas, já são muitos.
Quando digo a uma mãe ou pai "Tem de ser firme, dizer que NÃO quando assim é; ele não pode fazer tudo o que quer, tem de ser contrariado. Nem sempre sim, nem sempre não. Pela vida fora irá ter muitas contrariedades. Tem de aprender a lidar com elas. Tem de perceber que quem manda é o pai e a mãe." - "Não o deve deixar que ele lhe bata. Daqui a uns anos como será?"
O meu discurso está a ficar gasto e as respostas lá vêm:"Mas ele é tão pequenino; não consigo fazer nada dele; não o consigo castigar; ele não me obedece..."
E lá temos nós na sala os pequenos imperadores que querem reinar: quando ouvem um Não, ai aqui del rei que se atiram ao chão, ranhosam-se todos,gritam, choram, dizem nããão. Mas, lá terão de cumprir as regras deste reino que é a sala do jardim-de-infância.
Pena é que quase nunca este trabalho seja seguido por aqueles que os hão-de acompanhar muito mais tempo que nós! Fico preocupada com o que lhes pode acontecer no futuro, afinal são os meus meninos e gosto deles.