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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Isto sou eu a falar...

Os meus dias são uma corrida constante, uma permanente agitação conduzida pela minha vida profissional, juntamente com a pessoal, e somando aqueles momentos que ninguém convida para estarem presentes mas, eles lá se vão intrometendo... Nem sei se já conseguiria viver sem  corre-corre. Mas, este é demasiado...
Dou comigo a pensar que mandava tudo à fava (ai se pudesse!), e dedicava mais tempo aos meus filhos e a mim própria. Esqueci-me de mim, arrastei-os comigo, e no entanto, a dedicar-me tanto aos outros. Como é possível?

Porém, olho à minha volta, quando consigo estar em plenitude na minha sala, com os meus meninos, que riem das minhas caretas, que me pedem miminho, quando vamos à descoberta, e naqueles momentos inesquecíveis de partilha e cumplicidade...suspiro. Vale a pena? Quando posso ser educadora, sim, vale a pena!...

Depois, também penso nos pais que me deixam um laço de amizade. Uns foram, outros vão chegando...A maioria têm sido excelenttes companheiros nesta viagem de partilhar a educação dos filhos. Nunca terei um "obrigada" suficientemente forte para lhes agradecer o que fazem, as respostas que trazem aos meus desafios, a participação activa na vida escolar. Principalmente, a confiança que depositam em mim quando me entregam os seus tesouros.

Não há rosa sem espinhos, porque, também há aqueles pais que só se preocupam com a escola numa época: a da matrícula. Depois de entrar, olarila, nunca se vai a uma reunião de pais, não se participa em nada que envolva sair da sua zona de conforto. Para esses o verbo "exigir" comanda. Dou comigo a pensar em como consegui criar dois filhos sozinha, sem avós por perto, sem empregada?...Fiz o esforço que era necessário, talvez até demasiado. Disseram-me "dedicas-te demasiado!". Mas, há limite na dedicação aos outros?!

Isto sou eu a falar, que hoje estou para aqui virada!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Frases ternurentas...

Uma mamã perguntava-me, na quarta-feira, se tínhamos andado a fazer pasteis de nata.
Eu disse-lhe que não mas, porquê?  
«Pensei que encontrava uma explicação. É que o bolo que o Rodrigo mais gosta é o pastel de nata e ele anda a dizer a toda a gente: " A (Kicas) é o meu pastel de nata!»

Não é uma ternura ouvir uma coisa destas? Que coisa linda!...



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Os meus meninos já são Finalistas

Hoje, enquanto estava na cama em mais um dos meus momentos de insónia, ia pensando:"Este ano é a despedida."
Este pensamento causa-me sempre um aperto na garganta. Gosto muito dos meus meninos, muito mesmo! Preocupo-me com eles em todos os sentidos. E nesta fase começo a pensar que a minha ninhada vai partir para outros voos. Preocupa-me se os conseguirei deixar preparados para essas novas aventuras, principalmente aqueles que precisam mais da minha ajuda. As birroses já despropositadas, o mau feitio com os colegas, o autoritarismo exagerado, o falar de forma a que todos entendam, a preguicite, a própria imaturidade. E o meu "menino especial" que precisa tanto que o entendam e compreendam o mundo como ele o vê.
Já não sou novata nestas andanças, os meus alunos mais velhos já entraram na universidade. Mesmo assim, preocupa-me sempre. Isto sem falar daquelas desgraçadas saudades que vou ter! Mas eles sabem que há sempre uma porta aberta, que os meus braços se irão sempre esticar para eles, e o meu colo e stock de beijos não terá fim.
Agora há que continuar a trabalhar muito e bem!
Foi só um desadafo!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O nosso piquenique

Sou uma educadora afortunada! Os pais dos meus meninos organizaram um piquenique entre todos e convidaram-me e à minha auxiliar. Foi no domingo passado, num sítio bem à maneira e com tudo o que era preciso. E para refrescar até tinha uma piscina espectacular.
Sabem como me senti? ... Em família! Obrigado!

domingo, 1 de março de 2009

Comemorações Dia disto e Dia daquilo - ÚTIL OU FÚTIL?

Há quem acredite que a vidinha no jardim-de-infância se resume a passar o tempo fazendo umas festas de Natal, de Carnaval, umas lembranças para o pai, para a mãe, para o piriquito, o cão e o tareco. Gostamos mesmo é de inventar dias destes. Assim passamos o tempo enquanto ficamos a "tomar conta" (aqui está aquela expressão que eu adoro) das criancinhas enquanto os pais vão trabalhar. Nós ficamos também ali, de bibe e tudo, a fazer umas coisitas para nos entretermos.

Porém, haverá também quem tenha consciência que por detrás deste constante e importante jogo, a que chamamos "aprender brincando", existem horas de pesquisa, projectos curriculares, objectivos definidos... nada é feito ao acaso. E, quando o acaso nos surge na sala trazido por um pequerrucho ou até por uma formiguita que nos veio visitar, aproveitamos para explorar e enriquecermos os saberes de todos.

Não comemoramos os dias disto e daquilo para passarmos o tempo. Em primeiro, estes fazem parte do nosso património cultural. Em segundo, podem servir de base para trabalharmos nas diferentes áreas curriculares do pré-escolar: área da Formação Pessoal e Social, área da Expressão e Comunicação e a área do Conhecimento do Mundo. E, finalmente, o maravilhoso que é trabalhar a interdisciplinariedade implícita nesta dinâmica do que é ser educadora de infância!


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Imperadores dos nossos tempos

Não sou muito velha mas, como dizia a outra, sou do tempo em que dizíamos "Bom-dia!", ajudavamos quem caía, levavamos as coisas pesadas aos mais frágeis, davamos o nosso lugar aos velhinhos e às grávidas e... o olhar repreensivo do nosso pai valia por mil palavras.
Hoje assistimos a imperadores de palmo e meio que ditam o sim e o não que lhes convém. Não é um, nem dois mas, já são muitos.
Quando digo a uma mãe ou pai "Tem de ser firme, dizer que NÃO quando assim é; ele não pode fazer tudo o que quer, tem de ser contrariado. Nem sempre sim, nem sempre não. Pela vida fora irá ter muitas contrariedades. Tem de aprender a lidar com elas. Tem de perceber que quem manda é o pai e a mãe." - "Não o deve deixar que ele lhe bata. Daqui a uns anos como será?"
O meu discurso está a ficar gasto e as respostas lá vêm:"Mas ele é tão pequenino; não consigo fazer nada dele; não o consigo castigar; ele não me obedece..."
E lá temos nós na sala os pequenos imperadores que querem reinar: quando ouvem um Não, ai aqui del rei que se atiram ao chão, ranhosam-se todos,gritam, choram, dizem nããão. Mas, lá terão de cumprir as regras deste reino que é a sala do jardim-de-infância.
Pena é que quase nunca este trabalho seja seguido por aqueles que os hão-de acompanhar muito mais tempo que nós! Fico preocupada com o que lhes pode acontecer no futuro, afinal são os meus meninos e gosto deles.